20 abril 2009

Imagens de marca e razões para voltar

Em resumo, não se pode ir aos Açores sem pensar em lá voltar.

Porquê?
Porque falta ver Santa Maria, a única ilha sem actividade vulcânica.
Porque falta ver São Jorge, dizem que a ilha mais hospitaleira.
Porque falta ver o Pico, nomeadamente, subir ao Pico.
Porque falta ver o Faial, e desculpem-me o cliché, beber um gin no Peter's.
Porque falta ver a Graciosa, mesmo sem ser fã de mergulho.
Porque falta ver as Flores, dizem que a ilha mais bonita de todas.
Porque falta ver o Corvo, ai as histórias que eu ouvi sobre o Corvo...
Não são razões mais do que suficientes?

Em jeito de despedida, algumas imagens de marca dos Açores.



Quem se aventura a contar os vários tons de verde?

Açores, ilhas de emigração

Uma vaca de corpo inteiro!

17 abril 2009

Enfim, as fotos!


As brumas da fantasmagórica Lagoa das Furnas

As Furnas onde não há pessoas

O famoso cozido!

E as Furnas onde há pessoas

As brumas da Lagoa das Sete Cidades, azul ou verde?

Vistas de miradouros

E mais vistas de miradouros

Com pormenores dignos de registo

A paisagem que faz uma plantação de chá

E o artesanal que ainda pode ser uma fábrica

15 abril 2009

Ilha de São Miguel, furnas e brumas

A maior ilha do arquipélago, São Miguel, é mais furnas e brumas. Ok, brumas no meu caso, que não vi mais do que os locais das várias lagoas: “aqui é a Lagoa das Furnas, ali é a Lagoa do Fogo, aqui é a Lagoa das Sete Cidades, de um lado é azul, do outro lado é verde, etc e tal”. Lagoas mesmo, nem vê-las! Foi azar, porque tanto no dia anterior como no dia seguinte o sol brilhou...
Mas se há coisa pela qual São Miguel vale a pena é pela beleza natural. E pela diversidade dessa beleza natural. Enquanto a Terceira se vê bem num dia, São Miguel precisa de mais. Por Ponta Delgada, que à conta de não ser nada de especial "fica para a próxima". Pelo famoso Nordeste, que precisa de tempo para lá chegar. E por todos os miradouros com vista para montes e vales com vaquinhas a pastar em equilíbrio. Agora percebo porque é que há quem diga que as vaquinhas açoreanas têm ímanes nas patas...
Do que não ficou por ver, a vontade é de repetir. Porque a Lagoa das Furnas pode ter fama de fantasmagórica, mas há-de ter mais do que brumas e cheiro a enxofre (acho que andei a cheirar a enxofre durante uma semana!). Aliás, toda aquela terra a borbulhar faz alguma confusão. Mais ainda na povoação, porque tudo aquilo acontece debaixo das casas das pessoas... Continuando, porque a serra a caminho da Lagoa do Fogo, Serra de Água de Pau, é qualquer coisa de espectacular. Pelo menos a parte que vi, antes de chegar às brumas e rajadas de vento da Lagoa do Fogo, que assustaram até o meu anfitrião, a certa altura convencido que não nos fazia chegar sãos e salvos ao outro lado... Mas continuando, porque a Lagoa das Sete Cidades deve ser absolutamente estonteante, quando se consegue ver acima das brumas, sensivelmente um metro acima do nível da água. Nem que seja para perceber qual é a azul e qual é a verde. Para poder imaginar as lágrimas dos amantes de olhos azuis um e olhos verdes o outro, num Romeu e Julieta em versão açoreana...
Por último, e para evitar esquecimentos, não comi o famoso cozido das furnas. Parece que, para além de cheirar a enxofre, também sabe a enxofre. Argh! Mas voltei fã do bolo lêvedo (quentinho, com manteiguinha açoreana, nham nham!), das queijadas de Vila Franca do Campo, do ananás docinho docinho, e como não podia deixar de ser, dos licores. Agora há um antes e um depois do licor de leite... ;-)

PS: Por falar em esquecimentos, estava a faltar-me o ponto a não perder que é a plantação de chá da Gorreana. Faz uma paisagem lindíssima! E vale a pena visitar a fábrica, artesanal até mais não. Apesar do susto que lá apanhei... Criançada a brincar no monta-cargas, para cima e para baixo, que inconsciência, pensei eu, ainda se magoam. Meu dito, meu feito! Gritos de arrepiar, um dos miúdos com um braço entalado, o que é que eu faço?, branca como a cal, não há ninguém nesta fábrica? Depois de uns minutos que pareceram horas, lá apareceu alguém, o miúdo saiu em braços a caminho do hospital. Durante os tais minutos que pareceram horas perguntei-lhe o nome: António. Mais tarde soube que o António ficou bem, nem chegou a partir o braço, foi mais o susto. O dele e o meu...

05 abril 2009

Os impérios e a gastronomia

Duas falhas imperdoáveis, uma notada por mim, os impérios, outra notada por um amigo (bom garfo!), a gastronomia.
Os impérios são uma imagem de marca da ilha Terceira. Reparei logo neles (o primeiro que vi era um autêntico arco-íris!), mesmo sem saber o que eram. Depois disseram-me: os impérios são o ex-libris das festas do Divino Espírito Santo, festas comuns a todo o arquipélago mas particularmente marcantes na Terceira. Como se pode ver nas fotos, são estruturas tipo pequenas capelas espalhadas por toda a ilha, mantidas pelas comunidades durante todo o ano para servirem o seu propósito nas festas que se realizam depois da Páscoa: "o fulcro das cerimónias é uma pequena capela ou império, utilizada para a distribuição da sopa do Espírito Santo". Wikipédia dixit.
Quanto à gastronomia, confesso que não venho completamente rendida. Verdade seja dita que não provei as famosas alcatras de peixe e de carne. Provei as famosas Donas Amélias, mas como não sou amiga de doces... Mas gostei dos filetes de abrótea. E adorei a sopa de peixe no pão, como se pode ver na última foto.










02 abril 2009

Finalmente, as tão esperadas fotos!


A Terceira no seu melhor!

Verde

E vacas

Igreja da Misericórdia, em Angra do Heroísmo

Varandas coloridas

Não resisti!

Mais varandas coloridas

Vista sobre Angra do Heroísmo, do Monte Brasil

O azul dos Biscoitos

Varandas coloridas também em Praia da Vitória

Câmara Municipal de Praia da Vitória

E mais varandas coloridas em Praia da Vitória

E finalmente, a paisagem de cortar a respiração!
Ok, talvez com menos nuvens...

31 março 2009

Ilha Terceira, verde e vacas

A ilha Terceira é, como não podia deixar de ser, verde. E, como não podia deixar de ser, tem vacas. Mais vacas do que as outras ilhas, aparentemente. Digo aparentemente porque é na Terceira que estão a ser construídos viadutos de propósito para as vacas. Sim, viadutos, daqueles que passam por cima das estradas. Porquê? Porque as vacas atravessam as estradas e causam estragos. Eu que o diga, que a caminho de Praia da Vitória ia sendo atropelada por três vacas, não fosse o condutor, terceirense de gema, desviar o carro para a outra faixa na maior das descontracções. Daí os viadutos. Quando perguntei como é que as vacas vão perceber que os viadutos são para elas, responderam-me: só custa ao início, depois entra no código genético…
Mas nem só de vacas vive a Terceira. Também há touros. À conta de uma qualquer herança espanhola que faz das largadas de touros uma mania terceirense. E quando digo mania é mesmo mania. Vídeos de largadas de touros a passar nas montras de qualquer loja, histórias de largadas de touros contadas ao almoço e ao jantar, touros, touros e mais touros.
Voltando à ilha em si, não tem a beleza natural de São Miguel. Como diz o meu anfitrião, beirão de nascença mas micaelense de coração, eles bem tentam inventar lagoas e furnas, mas nada que se compare com São Miguel. Verdade. Mas têm Angra do Heroísmo, Património da Humanidade, cidade linda de morrer, que lembra as cidades coloniais brasileiras (eu sei, é mais ao contrário, mas não tenho culpa de ter ido ao Brasil antes de ir aos Açores…). E têm os recortes de verde. Enquanto em São Miguel os pedaços de terra são grandes (parece que é a única ilha dada a “latifúndios”), na Terceira o verde está todo recortado, numa infinidade de pequenos pedaços de terra divididos por muros de pedra vulcânica, que fazem da paisagem qualquer coisa de cortar a respiração…
Por último, pontos a não perder. O Jardim Duque da Terceira, uma espécie de jardim botânico de Angra do Heroísmo, antes ou depois de calcorrear as ruas da cidade e de fotografar as varandas coloridas. O miradouro do Monte Brasil, com uma vista espectacular sobre a cidade. Biscoitos, zona de piscinas naturais com um tom de azul digno de registo. A cidade de Praia da Vitória, local de batalha entre liberais e absolutistas, com vitória absolutista em terra sobre esquadra liberal em mar. Absolutamente a não perder, apesar da ventania, o miradouro da Serra do Cume, o tal com a paisagem de cortar a respiração.

PS: Este último ponto a não perder lembrou-me a famosa Base das Lajes, que se vê do miradouro. Famosa pelas piores razões, na minha modesta opinião (quem não se lembra de um certo trio acompanhado pelo actual presidente da Comissão Europeia, os quatro a brincar aos donos do mundo?). Mas não foi por isso que me lembrei dela. Lembrei-me dela porque me disseram que importa tudo dos EUA, até leite e manteiga. Aparentemente, a única participação na economia local é quando alguém sai para jantar fora num qualquer restaurante da ilha. Como é que é possível? Enfim, se uma Base como Guantánamo foi possível em Cuba…

21 março 2009

Imperdoável

Imperdoável, quase três meses sem postar. Verdadeiramente imperdoável. Não vale a pena dar desculpas, é imperdoável. Especialmente quando há tanto sobre que postar: Monsanto, Valência, Barcelona, Zaragoza, os Açores, principalmente os Açores. É verdadeiramente imperdoável.
Mas mais vale tarde do que nunca! De regresso para me deslumbrar com os Açores. Já me tinham dito que as ilhas eram lindas de morrer. Mas não é que o raio das ilhas conseguem ser ainda mais lindas do que lindas de morrer?
Fui em trabalho, Ponta Delgada e Angra do Heroísmo, aproveitei e fiquei no fim-de-semana, Terceira e São Miguel percorridos de ponta a ponta. Proeza apenas possível pela disponibilidade dos anfitriões, António e Suzana, obrigada, vocês foram cinco estrelas.
Fiquei de voltar. É possível não voltar? Aliás, é possível viver sem os inúmeros tons de verde, nunca antes vistos em tamanha variedade? Fim do momento de exaltação. Regresso à realidade…