16 janeiro 2008

Preguiça

Preguiça, muita preguiça.
Preguiça de escrever sobre o fim-de-semana em Amesterdão. Sobre como é viver Amesterdão, comprar queijo em mercados de rua, andar de bicicleta sem mapa, encontrar um gato em cada casa-barco. E já nem olhar para as bicicletas adaptadas ao transporte de crianças e animais. E sobre como é ficar em terra à conta do overbooking, com direito a hotel de 4 estrelas e jantar regado a vinho, devolução da quase totalidade do valor da viagem e desconto na próxima. Ficamos todos contentes, a KLM que põe alguém que pagou mais no nosso lugar e nós, que voltamos a Lisboa a contar aos amigos como foi bom ir a Amesterdão por 25 euros!
Preguiça que não pode durar muito. No dia 5 de Fevereiro a partida é para Istambul...


25 novembro 2007

Amesterdão faz-se bem em 3 dias

No 1º dia damos uma de turistas e percorremos a cidade de cima a baixo, sempre ao longo dos canais principais. Passamos pela casa/museu da Anne Frank, mas não tentamos entrar, a fila dá a volta ao quarteirão; limitamo-nos assim a recordar o livro lido na adolescência. Seguimos para a Praça de Dam, a praça onde a cidade começou, aqui entre nós, maior em dimensão do que em beleza (a praça, não a cidade!). Subimos em direcção à Estação Central para (re)descobrir o hotel onde ficámos da outra vez e acabamos por ir parar ao Red Light District, apenas em parte adormecido durante o dia. Descemos em direcção à zona dos museus, passando pelo bairro de Begijnhof, bairro símbolo do sossego, fundado por uma irmandade católica e ainda hoje habitado por mulheres católicas, e pela Leidse Plein, a praça mais animada da cidade, quer de dia quer de noite. Sem desesperar com as filas intermináveis, embora amaldiçoando as hordas de italianos, espanhóis e portugueses que as provocam (quem nos manda ir passear no 1 de Novembro?), escolhemos o Museu Van Gogh para visitar; boa escolha, o homem era de facto genial, mesmo sem metade de uma orelha! Já almoçados, mas ainda impressionados pela força da pintura de Van Gogh, e com a ajuda da chuva que finalmente decide cair, perdemo-nos no meio das zonas verdes e andamos para o lado em vez de subirmos. Como a sorte está sempre do nosso lado, vamos parar a um mercado de rua onde encontramos recordações para família e amigos a metade do preço das lojas do centro (Albert Cuyp Markt, recomenda-se!). De novo orientados, regressamos ao centro, passando pela Rembrandt Plein, outra praça de referência, e pela Kalver Straat, a Rua Augusta lá do sítio. É tempo de beber qualquer coisa quente, descansar as pernas e dar por findo o papel de turista. O fim-de-semana já vai ser em companhia de alguém conhecedor...


Cores de Outono e... Bicicletas!

Passeios de barco para todos os gostos

Herança católica no bairro de Begijnhof

A mesma herança em ponto grande

Casas e casas em equilíbrio estável...

19 novembro 2007

Amesterdão: o melting pot

Amesterdão é uma cidade do caraças! Assim mesmo, do caraças!!! Vê-se de tudo: homens com mulheres, homens com homens, mulheres com mulheres, bicicletas e mais bicicletas, brancos e pretos, amarelos e vermelhos, misturas para todos os gostos, bicicletas e mais bicicletas, cães e gatos, cisnes e patos, bicicletas e mais bicicletas, coffee shops enevoadas, sex shops atulhadas, bicicletas e mais bicicletas, mulheres bonitas em montras, homens bonitos... Onde? Em bicicletas, pois então! Confesso que vim a sonhar com bicicletas. Nem parece de quem viveu na China...
Agora a sério, o melting pot que é Amesterdão não se deve aos holandeses. Disseram-me que 60% dos habitantes são estrangeiros. Não confirmei a informação, mas a minha prima (que está lá a viver) um dia destes deixou um holandês muito nervoso porque já era a terceira pessoa a quem ele pedia uma informação e que lhe respondia que não falava holandês!!!
Mas se os habitantes não são maioritariamente holandeses, em Roma sê Romano. Não há uma única janela com cortinas na cidade. E não acredito que entre os tais 60% de estrangeiros não haja uma série de latinos com a herança (árabe?) das casas viradas para dentro. As fachadas são quase por inteiro janelas (imagino que para aproveitar a pouca luz do dia) e à noite são casas abertas à curiosidade dos turistas (não há habitante que se preze que espreite para dentro de uma casa). E como o design é uma espécie de obsessão nacional, dá gosto ser turista em Amesterdão...
Assim sendo, fiquem-se com Amesterdão by night!


11 novembro 2007

Amesterdão no Outono

As cores do Outono em Amesterdão são qualquer coisa de inesquecível. Especialmente quando se tem o privilégio de ficar numa casa com vista para o canal. E a sorte de apanhar um raio de sol...


01 novembro 2007

À beira do Amstel

Pois é, estou de partida para Amesterdão. Já lá estive, em meados de 2003, por pouco mais de um dia. Mas as minhas recordações não passam dos turísticos passeio de barco pelos canais e Red Light District. Desta vez vou com tempo para explorar cada recanto. E para fotografar casas e casas em equilíbrio estável. E, claro, para descontrair num qualquer coffee shop à beira do Amstel... :-)

21 outubro 2007

"Os Goliardos"

Só para publicitar um espaço muito giro, ali à Praça da Alegria. Chama-se "Os Goliardos", auto intitula-se uma Academia de Vinhos e, para além de estar aberto às quintas, sextas e sábados à noite para se beber um copo (de vinho, naturalmente), faz uns cursos em que se aprende a saborear o vinho sem ter que o cuspir. Quem me conhece sabe que eu ando há uma série de tempo para fazer um curso sobre vinhos, mas que me recuso a cuspir uma gota de vinho que seja! Por isso, entre curso de teatro e aulas de danças latinas, não vou perder a oportunidade! Ora espreite quem se quiser aventurar: http://www.osgoliardos.com/blog.

16 outubro 2007

Mais do que Mértola, Alentejo em fotos

O Alentejo é assim. Papoilas vermelho paixão na Primavera. E árvores de uma solidez a toda a prova o ano inteiro. Mas mesmo quando parece que só há uma árvore na paisagem, aparece um porto de abrigo, com ou sem cegonha no telhado...