Mostrar mensagens com a etiqueta Polónia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Polónia. Mostrar todas as mensagens

22 agosto 2013

Varsóvia tem muito que ver II

A juntar às marcas dos muros do gueto judeu do post de dia 29 de Julho...


Palácio da Cultura e da Ciência 

Praça do castelo 

Cidade velha 

Praça do mercado I

Fachadas recuperadas I 

Fachadas recuperadas II 

Praça do mercado II

Um dos poucos edifícios que resistiram à destruição nazi... 

Memorial do gueto judeu 

No antigo gueto judeu passeiam-se agora jovens com gatos... 

Estátua de Chopin, que não era francês mas sim polaco

Casa onde viveu Marie Curie, também ela polaca

Oferendas a um polaco bem mais conhecido, o Papa João Paulo II

As declinações da língua polaca podem ser muito traiçoeiras...

21 agosto 2013

Interregno polaco

Antes de partir, postei aqui que não ia falhar o restaurante português mais famoso de Varsóvia, propriedade de um amigo meu. Acontece que o meu amigo trocou-me as voltas. E levou-me a um casamento polaco! Experiência muito mais apropriada, pois claro, em Roma sê Romano! Muita carne e muito sushi. Muitos doces de várias cores (minha rica mesa de queijos, nem vê-la...). Muito vinho português, ou não fosse o meu amigo importador de vinhos portugueses na Polónia! E muito vodka! Mesmo muito, a acompanhar a refeição e fora dela. Daí para as muitas danças, com música disco ou música pimba polaca, foi um passinho...
Antes de partir, também postei aqui que não tenho muita paciência para "jantares típicos, com música e danças tradicionais". É verdade. O que eu não sabia é que esses jantares podem ser muito divertidos quando se está em grupo e se tem uma garrafa de vinho na mesa (ou várias...). Entre danças com muitas voltas e concursos de enfiar contas  e chocalhar patos, já para não falar do concurso de chicotadas (é melhor não perguntar!), há muito tempo que eu não me ria tanto!!!

20 agosto 2013

Varsóvia tem muito que ver I

Como eu suspeitava, Varsóvia tem muito que ver. Até porque é uma cidade enorme, com 1.7 milhões de habitantes! E com muita História, desde a destruição total pelos nazis à longa ocupação pelos soviéticos. História de resistência, tanto a uns como a outros. Aliás, os polacos têm fama de ser resistentes. E não, não estou a falar da resistência ao vodka... E as polacas têm fama de ser das mulheres mais bonitas do mundo! Fama que se confirma, entre louras e morenas, com metros e metros de pernas à vista!!!
Voltando ao que interessa, estive um dia e meio em Varsóvia, mas podia ter estado mais. Não que a cidade seja particularmente bonita, não é. Mas é uma cidade cosmopolita, com muito que ver. O monumento mais emblemático é o Palácio da Cultura e da Ciência, uma "oferta" de Estaline à cidade. Feio, tipicamente soviético, domina a cidade do alto dos seus 230 metros. Mas tem um jardim simpático em redor, onde se podem encontrar beergardens e beber copos de cerveja de 60 cl (pedir menos do que isso é ser olhado de lado...).
A cidade velha dir-se-ia que não foi totalmente destruída pelos nazis. Ao que parece, a reconstrução foi fiel, de tal forma que é hoje Património Mundial da UNESCO. Entre castelos e catedrais, com vista para o rio Vístula (não é um bom nome, eu sei, a mim também me lembra coisas menos boas...), o casario baixo e colorido vai-se revelando mais e mais encantador a cada ruela que passa. O percurso entre a praça do castelo e a praça do mercado é obrigatório!
Já do gueto judeu pouco resta, tirando um memorial e as marcas dos muros que o delimitavam. Exactamente 3.4 km2 de área para cerca de 400 mil pessoas. Que foram morrendo de doença ou fome (o limite de calorias para os judeus era de 200 por dia...), isto nos primeiros tempos. Depois foram enviadas em massa para o campo de concentração de Treblinka, a curta distância da capital polaca. Os poucos que ficaram decidiram resistir, naquilo que ficou conhecido como a revolta do gueto de Varsóvia. Foram chacinados ao fim de 3 meses. E o gueto incendiado, pondo fim a um inferno que durou quase 3 anos, de 1940 a 1943.
Mas não foi só o gueto que resistiu. A cidade como um todo também. A 1 de Agosto de 1944, com a vitória dos aliados como certa e o exército soviético às portas da cidade, deu-se a revolta de Varsóvia. Que, com pouco ou nenhum apoio externo, morreu ao fim de 2 meses... Vale a pena ver o Warsaw Rising Museum. Explica tudo, tintim por tintim, desde os primeiros dias da preparação por parte da resistência polaca, aos últimos dias da capitulação dos derradeiros resistentes, passando pela contextualização da vida na cidade. Muito interactivo, torna-se um pouco excessivo. Digamos que uma pessoa pode sair de lá com a cabeça a andar à roda de tanta "realidade"...

29 julho 2013

De como o Báltico não nos ensina a aceitar a morte

O Báltico pode ensinar-nos a envelhecer, mas não nos ensina a aceitar a morte. Mesmo quando ela vem no final de uma vida, encerrando um ciclo. Por isso, mais do que forçar uma inspiração que teima em não aparecer, o melhor é mostrar uma imagem. Símbolo de milhares de mortes. Essas sim, não naturais...



24 julho 2013

A insensatez da guerra

Varsóvia, capital da Polónia, é uma cidade marcada pela guerra. Não pelas marcas que a guerra deixou, mas pela inexistência dessas mesmas marcas. Varsóvia foi totalmente destruída pelos alemães no final da 2ª Guerra Mundial. De tal forma que teve que ser totalmente reconstruída. Mas a fúria alemã não se limitou aos edifícios. De uma população de 1.3 milhões de habitantes, restou aproximadamente um terço. De uma "maioria" de quase meio milhão de judeus, sobreviveu uma "minoria" de cerca de cinco mil. Números assustadores... Depois de visitar Varsóvia, não há como rever o filme O Pianista: www.youtube.com/watch?v=itR0-I9idXk. Há poucos filmes que mostrem de forma tão crua a insensatez da guerra...

21 julho 2013

De como o Báltico nos pode ensinar a envelhecer

Já regressei da viagem aos países bálticos. Uma viagem cansativa, muito tempo a andar de autocarro de país para país ou a correr atrás de guias turísticos nas várias cidades. E uma presença inesquecível no grupo, Rosa de seu nome. 91 anos de idade, feitos entre a Lituânia e a Letónia (os 90, foi fazê-los o ano passado a Paris!). Uma lição de vida. Andou, subiu e desceu escadas, carregou a mala, agradeceu a simpatia de quem queria ajudar, e nunca se queixou. Viu e ouviu tudo com a maior das curiosidades. E não falhou nem um ponto do programa. No final da viagem fui ter com ela e disse-lhe que foi um prazer conhecê-la. E que espero que mantenha o espírito. Respondeu-me que esta foi provavelmente a última viagem que fez. Cansou-se muito. Acho que não vai ser. Acho que vai arranjar maneira de fazer outra no próximo ano, mesmo que noutros moldes. Quando for grande, quero ser como ela...



08 julho 2013

Varsóvia, Polónia

Com quase 40 milhões de habitantes, a Polónia é um dos pesos pesados da Europa de Leste. Não é a primeira vez que lá vou, porque já fui a Cracóvia (numa viagem de comboio memorável entre a República Checa e a Polónia, com guardas fronteiriços de aspecto soviético e judeus ortodoxos aos berros, já nem me lembro se antes se depois da visita ao impressionante campo de concentração de Auschwitz-Birkenau...). Capital do país até ao século XVI, é uma cidade que vale a pena ver. Já Varsóvia, dizem as más-línguas que não tem nada que ver. Eu cá não acredito. Não há sítio nenhum no mundo que não tenha nada que ver! Nem que sejam os vestígios da História, que parece que são muitos no que toca à actual capital do país. Mas como a vida não é só "ver", faço questão de ir comer ao restaurante Portucale (www.portucale.pl), o primeiro (e único?) restaurante português de Varsóvia, propriedade de um aventureiro que conheço há muitos anos...



07 julho 2013

Capitais bálticas

No próximo sábado parto de viagem para as capitais bálticas! De uma assentada só, Vilnius, Riga e Tallinn; e à conta da ausência de vôos directos, com chegada a Varsóvia e partida de Helsínquia. Ou seja, 5 capitais em 8 dias, numa viagem organizada para a qual já estou a tomar Valdispert! É que se há coisa que me põe nervosa é o entra e sai do autocarro, sem tempo para me perder com a máquina fotográfica; as histórias intermináveis contadas ao microfone, mesmo que não ouça metade; e, sobretudo, os "jantares típicos, com música e danças tradicionais". Não sou mulher de viagens organizadas, pronto! A não ser que sejam organizadas por mim. Ou ao correr da viagem...




PS: A história do Valdispert é a brincar. Adoro viajar, seja de que forma for, com ou sem organização, desde que bem acompanhada!