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25 setembro 2013

Mar de âmbar

O contacto com o Báltico fez-se na Letónia, a poucos quilómetros de Riga, numa espécie de estância balnear chamada Jurmala (ao que parece, praia em letão). Retiro de letões e russos endinheirados, é um paraíso de casas de madeira, lindas, em maior número que as casas modernas, embora algumas a precisar de reabilitação urgente. Infelizmente, não há registos fotográficos; porque me recuso a tirar fotografias em autocarros em andamento, mania de que por vezes me arrependo. Mas não deixei de molhar os pés no Báltico, o mar de âmbar. Não, não encontrei nenhum tesouro da pré-história. Mas por alguma razão, Lituânia, Letónia e Estónia são os grandes produtores mundiais de âmbar...



12 setembro 2013

Riga, a favorita IV

E que dizer das ruas cheias de flores, tão bonitas como em Vilnius? E das ruas cheias de sol? Ok, imagino que apenas 3 meses por ano, nos restantes 9 devem ser submergidas por neve... Mais, que dizer das ruas cheias de vida, com miúdos a tocar instrumentos a cada esquina? Podia chamar-lhe trabalho infantil, mas prefiro chamar-lhe empreendedorismo juvenil. Até porque vi o mesmo em Helsínquia, onde não há um passado de empobrecimento soviético (bem, a Nokia também já não é o que era, mas...). E como o empreendedorismo não tem idade, que dizer de um par de tocadores de trompa e tuba, que assim que viram o nosso grupo começaram a tocar o hino português? Recebendo várias mãos cheias de moedas em troca? Olho para o negócio, sem sombra de dúvida!


Flores por todo o lado!

Sol por todo o lado!

Empreendedorismo juvenil...

Olho para o negócio!

10 setembro 2013

Riga, a favorita III

Riga tem um rio, o Daugava. Que é omnipresente. Vê-se quando chegamos, quando passeamos pelo centro da cidade, quando subimos a um edifício alto. O Daugava ainda não separa a Riga antiga da Riga moderna, mas há-de separar. É que já há alguns edifícios de arquitectura moderna na outra margem. E parece que há mais projectos em carteira. Já para não falar dos bairros residenciais que ali estão a nascer, destinados a letões mais endinheirados. Letões, é como quem diz... Dos cerca de 700 mil habitantes da cidade, "apenas" 45% são de nacionalidade letã. Os restantes são maioritariamente russos (cerca de 40%) e naturais das ex-repúblicas socialistas soviéticas. O que dá um melting pot engraçado e está, aposto, na origem do ambiente cosmopolita que se sente na cidade...


Cidade velha vista do rio

Ponte antiga com a "oferta" soviética em fundo 

Ponte moderna com a outra margem em fundo

A nova Biblioteca Nacional, ainda por estrear 

A cidade em toda a sua extensão 

E a parte da cidade velha

08 setembro 2013

Riga, a favorita II

O centro histórico de Riga é um sem fim de surpresas. E não é só pelas inúmeras cabeças e gárgulas nos edifícios art noveau, que nos fazem andar permanentemente de cabeça no ar. É também pelos edifícios medievais, mais que muitos. E pelos gatos pretos que se encontram por todo o lado. Gatos pretos? Sim, mas não dos verdadeiros. Dos figurativos. Esculturas, pinturas, e outros que tais. Porquê? Porque no início do século XX um comerciante letão viu o seu pedido de adesão à associação comercial local (herdeira da Liga Hanseática e dominada por alemães...) ser rejeitado. E construiu um edifício em frente à sede da associação, no topo do qual colocou dois gatos pretos, de rabo voltado para a mesma. Os gatos causaram tal mal-estar, que a coisa acabou por se resolver em tribunal! O resultado? O comerciante entrou para a associação e os gatos foram mudados de posição, desta vez de cabeça voltada para a mesma. Moral da história? A Casa do Gato é um dos edifícios mais emblemáticos da cidade e o gato preto tornou-se um símbolo de Riga!


Edifícios art nouveau I 

Edifícios art nouveau II 

 Edifícios medievais I

Edifícios medievais II

 Art nouveau ou medievais, dignos de registo

Nas partes... 

...ou no todo

O famoso gato preto 

De toda a forma e feitio 

E a famosa Casa do Gato 

A praça da Catedral 

E a Catedral, a maior igreja do Báltico

Mas a mais alta, com 123 metros, é a Igreja de São Pedro 

Blackheads' House, sede de mais uma associação comercial alemã

À direita, a origem do nome?

Construída em 1334, destruída na 2ª Guerra Mundial, reconstruída em 1999

07 setembro 2013

Riga, a favorita I

A viagem entre Vilnius e Riga faz-se bem, cerca de 4 horas de paisagem rural. E Riga é, de facto, a maior e mais cosmopolita das capitais bálticas. A chegada ao pôr-do-sol e um passeio ao lusco-fusco ajudaram a uma sensação de "Riga tem mais encanto"... Sensação que não foi de todo defraudada no dia seguinte, com um sol esplendoroso a iluminar um centro da cidade que é Património Mundial da UNESCO desde 1997, devido à quantidade e qualidade de art nouveau que por lá se encontra. Já para não falar da sua história como centro da Liga Hanseática. Mas isso é assunto para outro post. Hoje ficamo-nos pela luz e pelos pormenores. Só para abrir o apetite...


Riga também tem a sua "oferta" soviética, actual Academia das Ciências 

Com a luz mágica do pôr-do-sol os edifícios ganham outro encanto 

É ou não é uma cidade cosmopolita? 

E criativa!

Nesta sequência de imagens, há nomes de ruas apropriados... 

De como as nuvens podem entristecer uma imagem... 

E de como a espera compensa!

Muita história e muita arquitectura

04 setembro 2013

Interregno letão

Na Letónia não houve "jantar típico com música e danças tradicionais". Riga é uma cidade cosmopolita, noutros tempos a terceira cidade do Império Russo, a seguir a São Petersburgo e Moscovo. Uma cidade cheia de vida, que nos prende desde o início. Seja num curto passeio nocturno pelo centro da cidade, com uma iluminação dos monumentos digna de registo, seja no sky bar de um 26º andar, com uma vista fabulosa sobre a cidade em toda a sua extensão. Por isso, e por muito mais, foi eleita a favorita...


 Iluminação à maneira!

E uma aura especial...

21 julho 2013

De como o Báltico nos pode ensinar a envelhecer

Já regressei da viagem aos países bálticos. Uma viagem cansativa, muito tempo a andar de autocarro de país para país ou a correr atrás de guias turísticos nas várias cidades. E uma presença inesquecível no grupo, Rosa de seu nome. 91 anos de idade, feitos entre a Lituânia e a Letónia (os 90, foi fazê-los o ano passado a Paris!). Uma lição de vida. Andou, subiu e desceu escadas, carregou a mala, agradeceu a simpatia de quem queria ajudar, e nunca se queixou. Viu e ouviu tudo com a maior das curiosidades. E não falhou nem um ponto do programa. No final da viagem fui ter com ela e disse-lhe que foi um prazer conhecê-la. E que espero que mantenha o espírito. Respondeu-me que esta foi provavelmente a última viagem que fez. Cansou-se muito. Acho que não vai ser. Acho que vai arranjar maneira de fazer outra no próximo ano, mesmo que noutros moldes. Quando for grande, quero ser como ela...



10 julho 2013

Riga, Letónia

Com pouco mais de 2 milhões de habitantes, a Letónia é a "carne" da sandwich báltica. Lonely Planet dixit! Não pelo desinteresse dos outros 2 países (eu diria que uma sandwich sem bom pão não é uma sandwich...), mas pela autenticidade deste (outra vez, Lonely Planet dixit!). Parece que Riga é a maior das 3 capitais. E a capital europeia da art nouveau, presente em cerca de 750 edifícios do centro da cidade. E parece que tem uma Estátua da Liberdade com 43 metros (um dos monumentos mais altos da Europa), carinhosamente chamada Milda. É curioso... Porque será que a Liberdade é sempre personificada por uma mulher? Não, não me venham com o género da palavra, porque Liberty não tem género. Sim, mas Liberté tem, é verdade. E se a memória não me falha, foi de França que ela veio...



07 julho 2013

Capitais bálticas

No próximo sábado parto de viagem para as capitais bálticas! De uma assentada só, Vilnius, Riga e Tallinn; e à conta da ausência de vôos directos, com chegada a Varsóvia e partida de Helsínquia. Ou seja, 5 capitais em 8 dias, numa viagem organizada para a qual já estou a tomar Valdispert! É que se há coisa que me põe nervosa é o entra e sai do autocarro, sem tempo para me perder com a máquina fotográfica; as histórias intermináveis contadas ao microfone, mesmo que não ouça metade; e, sobretudo, os "jantares típicos, com música e danças tradicionais". Não sou mulher de viagens organizadas, pronto! A não ser que sejam organizadas por mim. Ou ao correr da viagem...




PS: A história do Valdispert é a brincar. Adoro viajar, seja de que forma for, com ou sem organização, desde que bem acompanhada!