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03 outubro 2013

Interregno estónio

Na Estónia voltou a haver "jantar típico com música e danças tradicionais". Mas este não deu para rir, a dar para alguma coisa era para chorar... Aliás, houve quem chorasse! Eu explico. Foi mais um "jantar típico com teatro e danças não tradicionais", dito à minha maneira. Isto é, Tallinn e toda a sua envolvente excessivamente turística, brindou-nos com um teatro, falado em estónio, ou melhor, gritado em estónio, com dois homens a lutar por uma mulher. Entre gritos e espadas a tilintar, uma criança desatou a chorar... Mas a cereja no topo do bolo foi a dança do ventre que se seguiu. Ainda fiz um esforço de ligação ao Médio Oriente na Idade Média, mas cheguei à conclusão que menos tradicional era impossível...

29 setembro 2013

Tallinn é demasiado turística II


Catedral Alexander Nevsky

Muralhas do centro histórico

Totalmente restauradas

Raekoja plats

Bonecas de pano à porta das lojas 

Umas mais "cheias" do que outras...

Ruelas do centro histórico I 

Ruelas do centro histórico II

Ruelas do centro histórico III

Edifícios medievais I 

Edifícios medievais II 

Edifícios medievais III

Edifícios medievais IV 

Edifícios medievais V 

Edifícios medievais VI

O relógio mais antigo da cidade, na fachada da Igreja do Espírito Santo 

Um restaurante de queijos? 

Casa de madeira fora das muralhas

Vista do centro histórico 

E vista da cidade moderna

28 setembro 2013

Tallinn é demasiado turística I

Tallinn podia ser a mais encantadora das capitais bálticas. Só pela beleza do centro histórico medieval, razão pela qual é Património Mundial da UNESCO desde 1997. Mas não é. Porquê? Porque o ataque aos turistas é excessivo. Porque o centro histórico parece uma feira medieval em versão pimba. Porque não se pode andar pelas ruelas sem se ser abordado por um(a) qualquer jovem vindo da idade média, de propósito para nos obrigar a entrar em qualquer loja ou restaurante. A mim, não me podem fazer pior. E como ninguém me cala...
Mas tirando este pequeno grande pormenor, a cidade é encantadora. A Catedral Alexander Nevsky é de fazer cair o queixo, o Castelo de Toompea e as suas muralhas são um exemplo de restauração, a praça principal (Raekoja plats) é do mais bonito que tenho visto, as bonecas de pano à porta das lojas são divertidíssimas, e as ruelas do centro histórico são um sem fim de motivos fotográficos. Isto apesar de eu ter ficado sem bateria na máquina fotográfica, coisa que não acontece a nenhum fotógrafo que se preze. E de ter contado até dez, enquanto pensava que já não tenho idade para ataques de fúria. E de, com a maior das naturalidades, me ter levantado mais cedo no dia seguinte para voltar ao centro histórico e registar então algo que não podia ficar sem registo.
Aparentemente, há muito mais para além do centro histórico. Há toda uma cidade moderna fora das muralhas, que merece uma visita. Nas palavras do Lonely Planet, "do what most tourists don't - step out of Old Town". Lá terá que ficar para a próxima...

21 julho 2013

De como o Báltico nos pode ensinar a envelhecer

Já regressei da viagem aos países bálticos. Uma viagem cansativa, muito tempo a andar de autocarro de país para país ou a correr atrás de guias turísticos nas várias cidades. E uma presença inesquecível no grupo, Rosa de seu nome. 91 anos de idade, feitos entre a Lituânia e a Letónia (os 90, foi fazê-los o ano passado a Paris!). Uma lição de vida. Andou, subiu e desceu escadas, carregou a mala, agradeceu a simpatia de quem queria ajudar, e nunca se queixou. Viu e ouviu tudo com a maior das curiosidades. E não falhou nem um ponto do programa. No final da viagem fui ter com ela e disse-lhe que foi um prazer conhecê-la. E que espero que mantenha o espírito. Respondeu-me que esta foi provavelmente a última viagem que fez. Cansou-se muito. Acho que não vai ser. Acho que vai arranjar maneira de fazer outra no próximo ano, mesmo que noutros moldes. Quando for grande, quero ser como ela...



11 julho 2013

Tallinn, Estónia

A Estónia tem pouco mais de 1 milhão de habitantes e é o estado báltico mais a norte, já ali com vista para a Finlândia. Aliás, a língua que por lá se fala tem mais parecenças com o finlandês do que com as línguas da Letónia e da Lituânia. Uma mistura entre Europa de Leste e países nórdicos que parece ter resultado bem. Tallinn, a capital, deve o nome aos dinamarqueses que por lá se estabeleceram no século XIII, dado que "taani linn" significa "cidade dinamarquesa" em estónio. Ao que parece, o resultado é uma das capitais medievais mais bem conservadas da Europa, com um centro labiríntico digno dos séculos XIV e XV. O que não quer dizer que o país seja medieval. Antes pelo contrário! É um país de empreendedores. Ora adivinhem lá onde é que "nasceu" o Skype?



07 julho 2013

Capitais bálticas

No próximo sábado parto de viagem para as capitais bálticas! De uma assentada só, Vilnius, Riga e Tallinn; e à conta da ausência de vôos directos, com chegada a Varsóvia e partida de Helsínquia. Ou seja, 5 capitais em 8 dias, numa viagem organizada para a qual já estou a tomar Valdispert! É que se há coisa que me põe nervosa é o entra e sai do autocarro, sem tempo para me perder com a máquina fotográfica; as histórias intermináveis contadas ao microfone, mesmo que não ouça metade; e, sobretudo, os "jantares típicos, com música e danças tradicionais". Não sou mulher de viagens organizadas, pronto! A não ser que sejam organizadas por mim. Ou ao correr da viagem...




PS: A história do Valdispert é a brincar. Adoro viajar, seja de que forma for, com ou sem organização, desde que bem acompanhada!