27 setembro 2014

Regresso a Bruxelas

Sem contar com as inúmeras escalas nas idas a Antuérpia, pode-se dizer que regressei a Bruxelas onze anos depois da primeira vez. Uma primeira vez que me deixou a memória de uma cidade monumental, sem muito que ver. Verdade seja dita que na mesma viagem fui também a Amesterdão (e mais não é preciso dizer...). Mas onze anos depois, tenho que reconhecer que estava redondamente enganada. Bruxelas tem muito que ver e pode até ser uma cidade, como dizer?, apaixonante! Pelo cosmopolitismo das mil e uma cores e línguas ao virar da esquina, sem dúvida. Pela Grand Place de dia e de noite, sem dúvida. Pelos inúmeros museus para todos os gostos, sem dúvida. Pelos espaços verdes e zonas residenciais, sem dúvida. Mas principalmente pelas montras! E eu que não sou mulher de montras, num frenesim de fotografia de montras!!! Chocolates e mais chocolates, champanhes, coisas de gosto duvidoso para turistas, doces e mais doces, cafés, e até bonecas de pano! Palavras para quê? Ora espreitem abaixo...












E para acabar com um toque de humor...

15 setembro 2014

2 meses?!?!?!

Parece impossível, 2 meses sem postar! E com tanto sobre o que escrever: Bruxelas, Açores, Alentejo. Mais as viagens através dos livros! Sim, que isto quem não lê é como quem não sai de casa, já dizia Agostinho de Hipona... :-)

15 junho 2014

Confessar o inconfessável

Tenho que confessar o inconfessável. Nunca tinha lido Saramago. Até há uns meses atrás. Quando finalmente peguei no "Memorial do Convento". E já não fui capaz de despegar do Baltasar Sete-Sóis e da Blimunda Sete-Luas, nem do Padre Bartolomeu e da sua Passarola movida a vontades. Uma viagem a Portugal, por terra e pelo ar. Mas sobretudo, uma viagem a uma Lisboa de outros tempos. Uma Lisboa de autos-de-fé em praça pública (nunca mais vou ser capaz de olhar para o Largo de São Domingos da mesma forma...), uma Lisboa pré-terramoto, de excrementos e lixo, de cheiro a podridão. Uma Lisboa de pobreza extrema, que apesar de tudo já não conhecemos...

03 junho 2014

Regresso a Antuérpia

Regressei a Antuérpia para ir ao quarto aniversário da minha afilhada luso-belga. Que entretanto já teve outro irmão, de seu nome Vasco. Ora o que se faz com dois faz-se com três, desde que haja bom tempo e uma espécie de roulote própria para bicicletas (que neste caso vai à frente em vez de ir atrás). Por isso, desde ir ao lado de lá do rio por um túnel que passa por baixo do mesmo, a ir às compras a um mercado de rua para ficar a babar em frente a uma banca de queijos, tudo se fez. Pelo meio, boa comida e boa bebida ao som de boa conversa. E, como não podia deixar de ser, festinha caseira com muitas criancinhas...
Uma nota apenas para o "anormal" policiamento do Bairro Judeu, depois do atentado ao Museu Judaico de Bruxelas, uma semana antes. Polícia e câmaras de vigilância em todos os quarteirões, para não falar dos polícias de metralhadora à porta das sinagogas. A Europa enlouqueceu outra vez?


Nem o rio é obstáculo numa cidade de bicicletas! 

Que é também uma cidade de preciosidades...

Queijos com fartura!

Com destaque para este... 

19 maio 2014

Parque Ambiental do Alambre

Outro segredo bem guardado, desta vez ao sul do Tejo, é o Parque Ambiental do Alambre, em plena Serra da Arrábida. Descobri-o através de uma "saída de campo de fotografia de aves" na qual me inscrevi. Juntar a arte da fotografia à arte de observar aves pareceu-me irresistível...
Mal eu sabia que a coisa era mesmo profissional. E que a minha máquina com teleobjectiva (que normalmente faz furor...) ia parecer uma formiguinha. Era vê-los de mochilas imensas, com várias máquinas e teleobjectivas tipo canhões, já para não falar dos tripés e monopés!
E mal eu sabia que, para além das dicas teóricas sobre fotografia, ia haver dicas práticas sobre como atrair a passarada. Escolher uma clareira; fazer uma estrutura de troncos e umas poças de água; pendurar alimentadores com sementes várias; e, last but not least, barrar aqui e ali manteiga de amendoim! Depois é montar os abrigos, camuflados, e dar uso ao "saquinho de paciência" que ia na lista das coisas a levar.
Foi muito giro. Mas o mais engraçado foi mesmo que não apareceu um único pássaro! Quer dizer, demos um passeio no parque e vimos imensos pássaros. Mas nas "armadilhas", nem um poisou! Horas perdidas nos abrigos, com pouco espaço e muito calor, em silêncio ou em sussurro. E nem uma daquelas encantadoras figurinhas se aventurou em prol dum bocado de manteiga de amendoim...


O material

Os abrigos

Assusta qualquer um!

Não admira que só tenha aparecido este...

15 maio 2014

Visita a um petroleiro

À conta dum colega do MBA, que já na altura era comandante da marinha mercante, dei por mim um dia destes a visitar um petroleiro. Ele já me tinha dito que ia atracar em Setúbal, com um petroleiro de média dimensão (são só 50.000 toneladas...), da empresa dinamarquesa onde está a trabalhar agora. Mas nunca imaginei que o convite para jantar a bordo me proporcionasse uma experiência tão interessante.
Não apenas pelo jantar com os oito oficiais de duas tripulações (a que trouxe o navio e estava de partida e a que vai levar o navio e estava de chegada), quase todos dinamarqueses e verdadeiros homens do mar, ou seja, não muito dados à conversa (houve momentos em que pensei que mais valia comer em silêncio também...); mas também, e principalmente, pela visita guiada ao petroleiro.
Vi tudo o que havia para ver, desde a sala de navegação lá em cima à sala das máquinas lá em baixo. Os instrumentos e mapas de navegação. As cabinas e as salas de convívio dos oficiais e restante tripulação (separadas). A cozinha e as salas de refeições dos oficiais e restante tripulação (separadas). As despensas e salas frigoríficas. A sala onde se guardam álcool e tabaco enquanto o navio está atracado em portos de países muçulmanos, selada à chegada. A sala onde estão guardados os capacetes e coletes à prova de bala (mas não as armas) dos "seguranças" que embarcam no navio em zonas de pirataria. As máquinas, mais que muitas e com muitas instruções. E, claro, os espaços exteriores, desde os tanques onde se guarda o petróleo, ao convés superior onde antigamente os macacos davam o alerta quando avistavam terra...



11 maio 2014

Aldeia de Escaroupim

À beira do rio Tejo, ali para os lados de Salvaterra de Magos, há um segredo bem guardado. Chama-se Escaroupim e é uma pequena aldeia de casas de avieiros, os pescadores originários de Vieira de Leiria.
É também um local privilegiado para a observação de aves. Aqui nidificam 7 espécies: carraceiro, colhereiro, garça-branca (pequena), garça-real, goraz, íbis-preta, e papa-ratos. Destas, só não vi papa-ratos. E apaixonei-me pelos colhereiros!
A não perder o passeio de barco feito pela empresa Rio-a-Dentro. Não só pela simpatia dos "capitães-de-rio", mas também, e principalmente, pela paz que o rio transmite...