Sem contar com as inúmeras escalas nas idas a Antuérpia, pode-se dizer que regressei a Bruxelas onze anos depois da primeira vez. Uma primeira vez que me deixou a memória de uma cidade monumental, sem muito que ver. Verdade seja dita que na mesma viagem fui também a Amesterdão (e mais não é preciso dizer...). Mas onze anos depois, tenho que reconhecer que estava redondamente enganada. Bruxelas tem muito que ver e pode até ser uma cidade, como dizer?, apaixonante! Pelo cosmopolitismo das mil e uma cores e línguas ao virar da esquina, sem dúvida. Pela Grand Place de dia e de noite, sem dúvida. Pelos inúmeros museus para todos os gostos, sem dúvida. Pelos espaços verdes e zonas residenciais, sem dúvida. Mas principalmente pelas montras! E eu que não sou mulher de montras, num frenesim de fotografia de montras!!! Chocolates e mais chocolates, champanhes, coisas de gosto duvidoso para turistas, doces e mais doces, cafés, e até bonecas de pano! Palavras para quê? Ora espreitem abaixo...
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27 setembro 2014
03 junho 2014
Regresso a Antuérpia
Regressei a Antuérpia para ir ao quarto aniversário da minha afilhada luso-belga. Que entretanto já teve outro irmão, de seu nome Vasco. Ora o que se faz com dois faz-se com três, desde que haja bom tempo e uma espécie de roulote própria para bicicletas (que neste caso vai à frente em vez de ir atrás). Por isso, desde ir ao lado de lá do rio por um túnel que passa por baixo do mesmo, a ir às compras a um mercado de rua para ficar a babar em frente a uma banca de queijos, tudo se fez. Pelo meio, boa comida e boa bebida ao som de boa conversa. E, como não podia deixar de ser, festinha caseira com muitas criancinhas...
Uma nota apenas para o "anormal" policiamento do Bairro Judeu, depois do atentado ao Museu Judaico de Bruxelas, uma semana antes. Polícia e câmaras de vigilância em todos os quarteirões, para não falar dos polícias de metralhadora à porta das sinagogas. A Europa enlouqueceu outra vez?
Nem o rio é obstáculo numa cidade de bicicletas!
Que é também uma cidade de preciosidades...
Queijos com fartura!
30 junho 2013
Antuérpia VI, Junho 2013
A sexta e última (até ver!) viagem a Antuérpia foi para colmatar uma falha grave, ir aos anos da minha afilhada. Falhei o primeiro ano, porque estava a marrar em Nottingham. Falhei o segundo ano porque tinha ido lá um par de meses antes. Não podia falhar o terceiro ano!
Entre festinha em casa com a família e os amigos e festinha na creche com os disciplinados coleguinhas (e quando digo disciplinados é mesmo disciplinados, qualquer semelhança com uma creche portuguesa é pura coincidência!), deu para aproveitar um sol morno e passear à beira-rio. Onde fomos surpreendidos por uma exposição sui generis: fotografias tamanho gigante a flutuar nas águas do rio. Exposição do fotógrafo Wim Tellier, 50 países de 6 continentes, representados no rio Scheldt. Pena que o efeito, seguramente engraçado, não pudesse ser visto ao nível das águas. Mais sorte tiveram os helicópteros que por lá andavam...
Por último, uma visita a um parque infantil cheio de crianças do Bairro Judeu, que continuam a fazer as minhas delícias com os seus canudinhos (eu e o Bairro Judeu, o melhor é nem falar no vinho kosher que comprei, que esse sim, fez as minhas delícias!). E uma visita à biblioteca municipal, onde se pode encontrar uma secção de livros em língua portuguesa cheia de livros do Saramago. Muito à frente! Será que nalguma das nossas bibliotecas municipais há uma secção de livros em flamengo? Eu sei que não temos imigrantes belgas como eles têm imigrantes portugueses, mas um dia destes vou ao Palácio das Galveias espreitar...
Entre festinha em casa com a família e os amigos e festinha na creche com os disciplinados coleguinhas (e quando digo disciplinados é mesmo disciplinados, qualquer semelhança com uma creche portuguesa é pura coincidência!), deu para aproveitar um sol morno e passear à beira-rio. Onde fomos surpreendidos por uma exposição sui generis: fotografias tamanho gigante a flutuar nas águas do rio. Exposição do fotógrafo Wim Tellier, 50 países de 6 continentes, representados no rio Scheldt. Pena que o efeito, seguramente engraçado, não pudesse ser visto ao nível das águas. Mais sorte tiveram os helicópteros que por lá andavam...
Por último, uma visita a um parque infantil cheio de crianças do Bairro Judeu, que continuam a fazer as minhas delícias com os seus canudinhos (eu e o Bairro Judeu, o melhor é nem falar no vinho kosher que comprei, que esse sim, fez as minhas delícias!). E uma visita à biblioteca municipal, onde se pode encontrar uma secção de livros em língua portuguesa cheia de livros do Saramago. Muito à frente! Será que nalguma das nossas bibliotecas municipais há uma secção de livros em flamengo? Eu sei que não temos imigrantes belgas como eles têm imigrantes portugueses, mas um dia destes vou ao Palácio das Galveias espreitar...
A beira-rio serve para reflectir...
E para descontrair!
Para além de servir para ver fotografias!
Ou para tentar...
Pode ser invasão de privacidade, mas adoro a foto!
Idem idem, aspas aspas
Literatura portuguesa na biblioteca municipal
E para fechar com chave de ouro...
25 junho 2013
Antuérpia V, Março 2012
Em Fevereiro de 2012 nasceu o segundo rebento, Jacques de seu nome, que não é meu afilhado, mas é como se fosse. Pelo que um mês depois aí estava eu a caminho de Antuérpia outra vez! E desta vez foi para ficar em casa em adoração à(s) criança(s)!!! Não por alguma estranha mudança no estilo de vida (o que se faz com um faz-se com dois), mas por causa do mau tempo. O norte da Europa tem destas coisas...
A única coisa que me lembro de ter feito foi ir a uma feira de rua. Desde roupa a discos de vinil, passando pelas velharias e todo o tipo de acessórios possíveis e imagináveis, era à escolha do freguês! Nada que não se encontre na nossa Feira da Ladra, dirão vocês. Verdade, mas na Feira da Ladra ainda não se encontram galinhas e outros animais. Que eu saiba!
A única coisa que me lembro de ter feito foi ir a uma feira de rua. Desde roupa a discos de vinil, passando pelas velharias e todo o tipo de acessórios possíveis e imagináveis, era à escolha do freguês! Nada que não se encontre na nossa Feira da Ladra, dirão vocês. Verdade, mas na Feira da Ladra ainda não se encontram galinhas e outros animais. Que eu saiba!
À escolha do freguês!
20 junho 2013
Antuérpia IV, Agosto 2011
Como à terceira não é de vez (e Nottingham foi mesmo muito desgastante...), voltei de EuroStar passada meia dúzia de meses. Para encontrar uma cidade ensolarada, cheia de bicicletas nas ruas! É que entretanto Antuérpia lançou um daqueles projectos de bicicletas pagas, que se agarram num ponto da cidade e se largam noutro. Nada melhor para mim, que sou fã de conhecer cidades a dar ao pedal! Desde que não tenham sete colinas, claro...
Voltando a Antuérpia, a zona do porto (o segundo maior da Europa, a seguir a Roterdão) foi reabilitada recentemente. E é agora uma zona cheia de vida, aliás uma das zonas mais in da cidade, com um dos museus modernos mais marcantes que vi até hoje, o MAS (Museum Aan de Stroom). Cinco andares da história de Antuérpia no mundo, com muita interacção com os visitantes, miúdos ou graúdos. E tudo isto num edifício muito particular, como se pode ver abaixo. Recomendo vivamente!
Outra zona que recomendo é o Bairro Judeu. É que entretanto os meus amigos mudaram-se para esta zona da cidade, pelo que as visões de miúdos com canudos deixaram de ser uma curiosidade à passagem de carro. Antuérpia tem uma das maiores comunidades judaicas do mundo (depois de Nova Iorque, Londres e Paris), com cerca de 18 mil judeus, muitos deles com raízes portuguesas (como muitos outros judeus europeus, fugidos das perseguições nos seus países...). Mas é provavelmente a mais característica de todas, na medida em que é quase exclusivamente ortodoxa. Por isso, homens de fato completo e chapéu pretos, com longas barbas e canudos, a juntar a mulheres também de cores escuras e de chapéu ou lenço (sim, não são só as muçulmanas que escondem o cabelo!), rodeadas de criancinhas aos magotes, tornaram-se o meu dia-a-dia em Antuérpia!
Por último, foi preciso ir quatro vezes a Antuérpia para comer o prato nacional belga: mexilhões com batatas fritas! Se gostei? Gostei. Mas sem querer parecer pretensiosa, tendo nós tão boa gastronomia...
Voltando a Antuérpia, a zona do porto (o segundo maior da Europa, a seguir a Roterdão) foi reabilitada recentemente. E é agora uma zona cheia de vida, aliás uma das zonas mais in da cidade, com um dos museus modernos mais marcantes que vi até hoje, o MAS (Museum Aan de Stroom). Cinco andares da história de Antuérpia no mundo, com muita interacção com os visitantes, miúdos ou graúdos. E tudo isto num edifício muito particular, como se pode ver abaixo. Recomendo vivamente!
Outra zona que recomendo é o Bairro Judeu. É que entretanto os meus amigos mudaram-se para esta zona da cidade, pelo que as visões de miúdos com canudos deixaram de ser uma curiosidade à passagem de carro. Antuérpia tem uma das maiores comunidades judaicas do mundo (depois de Nova Iorque, Londres e Paris), com cerca de 18 mil judeus, muitos deles com raízes portuguesas (como muitos outros judeus europeus, fugidos das perseguições nos seus países...). Mas é provavelmente a mais característica de todas, na medida em que é quase exclusivamente ortodoxa. Por isso, homens de fato completo e chapéu pretos, com longas barbas e canudos, a juntar a mulheres também de cores escuras e de chapéu ou lenço (sim, não são só as muçulmanas que escondem o cabelo!), rodeadas de criancinhas aos magotes, tornaram-se o meu dia-a-dia em Antuérpia!
Por último, foi preciso ir quatro vezes a Antuérpia para comer o prato nacional belga: mexilhões com batatas fritas! Se gostei? Gostei. Mas sem querer parecer pretensiosa, tendo nós tão boa gastronomia...
15 junho 2013
Antuérpia III, Fevereiro 2011
A terceira vez fui de EuroStar e passei por baixo do Canal da Mancha! Coisa que, aqui entre nós que ninguém nos ouve, não é nada de especial. Cerca de 20 minutos às escuras, como qualquer outro túnel de comboios...
Foi uma visita relâmpago, para recarregar baterias gastas em Nottingham. E de Antuérpia, vi pouco. Apenas uma passagem pela China Town e por uma loja de queijos, de onde foi difícil arrancar-me... Para o fim-de-semana em Kapellen, zona perto da fronteira com a Holanda, onde se pode passear num parque natural partilhado pelos dois países, o Kalmthoutse Heide. Muita natureza e muito Land Rover Defender (suspiro!), boa comida e boa bebida, lareira e afilhada. E, definitivamente, baterias recarregadas...
Foi uma visita relâmpago, para recarregar baterias gastas em Nottingham. E de Antuérpia, vi pouco. Apenas uma passagem pela China Town e por uma loja de queijos, de onde foi difícil arrancar-me... Para o fim-de-semana em Kapellen, zona perto da fronteira com a Holanda, onde se pode passear num parque natural partilhado pelos dois países, o Kalmthoutse Heide. Muita natureza e muito Land Rover Defender (suspiro!), boa comida e boa bebida, lareira e afilhada. E, definitivamente, baterias recarregadas...
Queijos para todos os gostos!
10 junho 2013
Antuérpia II, Julho 2010
A minha afilhada nasceu no dia 1 de Junho de 2010. Pelo que um mês depois aí estava eu a caminho de Antuérpia outra vez! E se pensam que foi para ficar em casa em adoração à criança, desenganem-se!!! Desde compensar o mau tempo da visita anterior com um ensolarado centro da cidade, a comer um cozido na zona "portuguesa", passando por uma visita a Gent, a segunda maior cidade da região flamenga da Bélgica, tudo se fez. Em havendo sol...
Gent é a cidade universitária da região flamenga. E é uma das zonas mais populosas da Bélgica. Situada na antiga Flandres, é uma cidade encantadora, com um centro atravessado por um rio que mais parece um daqueles quadros holandeses do século XVII... Consta que era zona de têxteis. Mas foi lá que encontrei a mais completa loja de cervejas que vi até hoje!
Por falar em cervejas, também encontrei Super Bock e Sagres. Mas em Antuérpia, na zona onde vivem os imigrantes portugueses. Não sei quantos são (são seguramente menos do que em Bruxelas), mas são os suficientes para fazerem de uma grande praça uma praça portuguesa!
Quanto ao centro de Antuérpia, tem muito mais encanto com sol! A famosa Catedral de Notre Dame, a maior igreja da Bélgica, parece outra debaixo de uns raios de sol. Já para não falar da Grote Markt (Grand Place) em si e das ruelas em volta...
Uma das três torres que "olham" pela cidade de Gent
Uma rua graffitada
Porto de Graslei, no encantador centro da cidade
Ainda o encantador porto de Graslei
Há portas que merecem destaque...
Cervejas para todos os gostos!
Cervejas há muitas, mas nenhuma como a Super Bock!
Praça "portuguesa" em Antuérpia
E prontos!
O soldado que livrou a cidade de Antuérpia de um gigante
Com a Catedral de Notre Dame por trás
Edifícios da Grote Markt
A cidade vista do outro lado do rio
Passagem pelo Bairro Judeu
A prova de que se pode adorar uma criança e beber cerveja ao mesmo tempo!
E de que não é por isso que a criança deixa de gostar de nós...
05 junho 2013
Antuérpia I, Fevereiro 2010
À conta de uma grande amiga, que se encantou com um belga, tenho viajado para Antuérpia com alguma regularidade nos últimos 3 anos. Primeiro, para o casamento. Depois, para estar com o primeiro rebento, de nome Amelie e minha afilhada. Como já vou em meia dúzia de viagens e só postei sobre a primeira (post de 1 de Março de 2010), vou dar início a um novo périplo, desta vez por terras flamengas. E, sim, flamengo ou não, vai haver conversa sobre queijo...
01 março 2010
De regresso de Antuérpia
Pois, quando falei de tempo para dar umas voltas pela cidade estava a falar de tempo-tempo e não de tempo-clima! Então não é que a tempestade que tem feito tantos estragos em França decidiu dar um ar da sua graça na Bélgica exactamente na tarde de domingo, tarde que eu tinha livre para ver a cidade dos diamantes? Ainda tentei ir até ao centro, mas era tal a chuva e o vento que acabei por desistir. Voltei a casa para fazer uma sesta e recuperar do casório...
Mas como quem tem anfitriões à maneira tem tudo, tive direito a uma visita relâmpago na manhã de segunda-feira, antes de apanhar o comboio para Bruxelas. Entre outras coisas, vi o rio e a zona do porto (o segundo maior da Europa, a seguir a Roterdão) e fiquei a saber que o nome Antuérpia vem de uma lenda segundo a qual um soldado terá livrado a cidade de um gigante, ao cortar-lhe uma mão e atirá-la para o rio. Daí Antwerpen: ant=mão + werpen=atirar. Ou qualquer coisa parecida, não sou grande coisa a flamengo...
Por último, sítio onde ficar: http://www.bed-breakfast-belgium.com/index.htm. Rik e Irène, respectivamente escultor e professora reformada, são óptimos anfitriões. Foi numa das conversas de pequeno-almoço que fiquei a saber, por exemplo, que o comércio de diamantes já não é dominado pelos judeus, mas sim pelos indianos. Sinais dos tempos?
A Centraal Station por dentro, à chegada
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