24 março 2008

Istambul, a quanto obrigas!

Não, já não é falta de inspiração. É que entretanto caiu-me no colo um Executive MBA. E tenho andado de case study em case study. Ele é Sonae, ele é Logoplaste, ele é Wal-Mart, ele há-de ser Índia! Mas Istambul não está esquecida. E à falta de registos sérios, fica um registo bem disposto... ;-)


Mercado das Especiarias, Istambul

24 fevereiro 2008

À falta de inspiração, gatos em Istambul!

Estão por todo o lado, gordos e anafados, notoriamente bem tratados. No muro da Hagia Sofia, em tapetes ou almofadas, entre turistas encantadas. Olha, a inspiração apareceu em forma de rima! ;-)





19 fevereiro 2008

Bizâncio, Constantinopla, Istambul

Istambul é uma cidade e tanto! Dois continentes e séculos de história. Quem começou como Bizâncio no século VII a.c., passou a Constantinopla no século IV d.c. e acabou (?) como Istambul entre o século XV e o século XX (Wikipédia dixit), só podia deixar marcas em turista que se preze.
Especialmente quando esta turista vai acompanhada por outra turista que de tímida não tem nada, acabando as duas por conhecer curdos, paquistaneses e outros que tais. E se os curdos passam a ideia de que o PKK não representa o povo curdo, insinuando que a questão curda é uma falsa questão (eu gostava de acreditar que é assim tão simples, mas…), já os paquistaneses fazem-nos pensar. Quando se conhece Muneera, uma juíza de olhos tristes que nos fala da falta de esperança no país que assassinou Benazir Bhutto, é impossível não pensar que é fácil ser-se mulher, livre de corpo e espírito, num país como Portugal. Já em países como o Paquistão (e tantos outros…), para se ser mulher de corpo e espírito, livre ou não, é preciso ser-se Mulher com M grande…
E por falar em Paquistão, as eleições foram hoje, parece que ganhou a oposição, o pior é o dia seguinte. O que me leva ao Iraque. Não percam “No Vale de Elah”. É um retrato puro e duro, do melhor que tenho visto, do que a guerra faz aos homens. Quem somos nós, sociedade, para julgar os monstros que nós próprios criamos?

PS: Sol em Istambul, nem vê-lo. As fotos estão tristes. A ver se ganham cor nos próximos posts…

01 fevereiro 2008

Porque de todos, ele é O MELHOR!

Não resisti. Alguém que me conhece bem deixou-me este link no Hi5: http://www.youtube.com/watch?v=RPw9NKucvWk&feature=related. São 2 minutos e 16 segundos de puro deleite. Para olhos e ouvidos...

16 janeiro 2008

Preguiça

Preguiça, muita preguiça.
Preguiça de escrever sobre o fim-de-semana em Amesterdão. Sobre como é viver Amesterdão, comprar queijo em mercados de rua, andar de bicicleta sem mapa, encontrar um gato em cada casa-barco. E já nem olhar para as bicicletas adaptadas ao transporte de crianças e animais. E sobre como é ficar em terra à conta do overbooking, com direito a hotel de 4 estrelas e jantar regado a vinho, devolução da quase totalidade do valor da viagem e desconto na próxima. Ficamos todos contentes, a KLM que põe alguém que pagou mais no nosso lugar e nós, que voltamos a Lisboa a contar aos amigos como foi bom ir a Amesterdão por 25 euros!
Preguiça que não pode durar muito. No dia 5 de Fevereiro a partida é para Istambul...


25 novembro 2007

Amesterdão faz-se bem em 3 dias

No 1º dia damos uma de turistas e percorremos a cidade de cima a baixo, sempre ao longo dos canais principais. Passamos pela casa/museu da Anne Frank, mas não tentamos entrar, a fila dá a volta ao quarteirão; limitamo-nos assim a recordar o livro lido na adolescência. Seguimos para a Praça de Dam, a praça onde a cidade começou, aqui entre nós, maior em dimensão do que em beleza (a praça, não a cidade!). Subimos em direcção à Estação Central para (re)descobrir o hotel onde ficámos da outra vez e acabamos por ir parar ao Red Light District, apenas em parte adormecido durante o dia. Descemos em direcção à zona dos museus, passando pelo bairro de Begijnhof, bairro símbolo do sossego, fundado por uma irmandade católica e ainda hoje habitado por mulheres católicas, e pela Leidse Plein, a praça mais animada da cidade, quer de dia quer de noite. Sem desesperar com as filas intermináveis, embora amaldiçoando as hordas de italianos, espanhóis e portugueses que as provocam (quem nos manda ir passear no 1 de Novembro?), escolhemos o Museu Van Gogh para visitar; boa escolha, o homem era de facto genial, mesmo sem metade de uma orelha! Já almoçados, mas ainda impressionados pela força da pintura de Van Gogh, e com a ajuda da chuva que finalmente decide cair, perdemo-nos no meio das zonas verdes e andamos para o lado em vez de subirmos. Como a sorte está sempre do nosso lado, vamos parar a um mercado de rua onde encontramos recordações para família e amigos a metade do preço das lojas do centro (Albert Cuyp Markt, recomenda-se!). De novo orientados, regressamos ao centro, passando pela Rembrandt Plein, outra praça de referência, e pela Kalver Straat, a Rua Augusta lá do sítio. É tempo de beber qualquer coisa quente, descansar as pernas e dar por findo o papel de turista. O fim-de-semana já vai ser em companhia de alguém conhecedor...


Cores de Outono e... Bicicletas!

Passeios de barco para todos os gostos

Herança católica no bairro de Begijnhof

A mesma herança em ponto grande

Casas e casas em equilíbrio estável...

19 novembro 2007

Amesterdão: o melting pot

Amesterdão é uma cidade do caraças! Assim mesmo, do caraças!!! Vê-se de tudo: homens com mulheres, homens com homens, mulheres com mulheres, bicicletas e mais bicicletas, brancos e pretos, amarelos e vermelhos, misturas para todos os gostos, bicicletas e mais bicicletas, cães e gatos, cisnes e patos, bicicletas e mais bicicletas, coffee shops enevoadas, sex shops atulhadas, bicicletas e mais bicicletas, mulheres bonitas em montras, homens bonitos... Onde? Em bicicletas, pois então! Confesso que vim a sonhar com bicicletas. Nem parece de quem viveu na China...
Agora a sério, o melting pot que é Amesterdão não se deve aos holandeses. Disseram-me que 60% dos habitantes são estrangeiros. Não confirmei a informação, mas a minha prima (que está lá a viver) um dia destes deixou um holandês muito nervoso porque já era a terceira pessoa a quem ele pedia uma informação e que lhe respondia que não falava holandês!!!
Mas se os habitantes não são maioritariamente holandeses, em Roma sê Romano. Não há uma única janela com cortinas na cidade. E não acredito que entre os tais 60% de estrangeiros não haja uma série de latinos com a herança (árabe?) das casas viradas para dentro. As fachadas são quase por inteiro janelas (imagino que para aproveitar a pouca luz do dia) e à noite são casas abertas à curiosidade dos turistas (não há habitante que se preze que espreite para dentro de uma casa). E como o design é uma espécie de obsessão nacional, dá gosto ser turista em Amesterdão...
Assim sendo, fiquem-se com Amesterdão by night!