07 outubro 2007

Mértola em fotos, mas numa de vida animal...


Gatos, pois atão!

Alentejo sem cegonhas?

E ninhos de andorinhas?

E cegonhas com filhotes?

Um verdadeiro (rafeiro) alentejano!

03 outubro 2007

Dia do Trabalhador em Mértola

O meu passeio a Mértola já foi há tanto tempo que já nem me lembro do que é que se passou!
Lembro-me que o jipe avariou no monte no dia da chegada. E que tivemos que vir de táxi a Lisboa, noite dentro, buscar outro carro para não perder o fim-de-semana prolongado. Porque o jipe não tinha arranjo e teve que ser rebocado. Para numa oficina em Lisboa pegar à primeira, assim, sem mais nem menos. Mas isso já é outra história…
Lembro-me de Mértola cidade branca, mais degradada do que eu estava à espera. Parece que os velhos vão morrendo e que as casas se vão degradando à espera que os filhos e netos se entendam nas partilhas. Mas mais do que a imagem da degradação, o que fica é a imagem islâmica do museu, onde aprendi que “enxaqueca” é uma palavra de origem árabe…
Lembro-me das cores fortes das Minas de São Domingos. O cenário é meio fantástico e só é pena as explicações serem todas do ponto de vista geológico. Não havia pessoas a trabalhar nas minas? Pode ser defeito de formação, mas não havia minas se não houvesse pessoas, certo? Não é preciso ser-se socióloga para dar ao social a importância que ele merece…
Lembro-me da chegada ao Pomarão, o porto de onde saíam os barcos com os minérios explorados nas minas. A vista das curvas do Guadiana é qualquer coisa de espectacular…
Lembro-me da paisagem estonteante a caminho do Pulo do Lobo, sinónimo de “fim do mundo” desde o retiro do actual PR, então PM. Isolamento não lhe falta, de facto…
Lembro-me de um monte novinho em folha, com vista para uma planície de ovelhas (Monte do Alhinho, recomenda-se!). De um casal a dar os primeiros passos no turismo rural, com muita simpatia à mistura. E de um rafeiro alentejano de nome Bush (será que percebemos bem?)…
Lembro-me da tajine de borrego e dos ovos mexidos com courgettes, no restaurante Migas. E da refeição de azeitonas, queijo e paio, em Santana de Cambas, desenrascada tarde e a más horas, numa boa vontade tipicamente alentejana (ainda que vinda de um neto nascido e criado no Barreiro). Do pavilhão Sabor Alentejo na Ovibeja. E da Feira do Mel em Mértola. E, claro, da cerveja do Lebrinha em Serpa…
Por último, lembro-me de duas dicas de alguém conhecedor do Alentejo: a estrada entre Castro Verde e Mértola, provavelmente uma das estradas mais bonitas do país, com cegonhas a eito; e a Capela do Calvário, em Ferreira do Alentejo, com pedras cravadas a simbolizarem o apedrejamento de Jesus Cristo. Boas dicas…
Quanto a fotos, ficam para os próximos capítulos!

03 setembro 2007

Saudades de Moçambique

Aqui há uns tempos falei-vos de um livro da jornalista Helena Marques. Hoje falo-vos de um livro do também jornalista Francisco Camacho. O segundo, por coincidência, filho da primeira.
O livro chama-se, pura e simplesmente, "Niassa". E é um mergulho no Moçambique profundo. Espácio e temporalmente...
A saudade bateu forte. Até porque as companheiras de aventuras no Niassa andam neste momento por terras da Tanzânia. Alguém me explica o que é que eu estou a fazer aqui???

13 agosto 2007

Lisboa Muçulmana

Um dia destes fiz um passeio pela chamada Lisboa Muçulmana, através do Centro Nacional de Cultura, com início na Cerca Moura e final no Martim Moniz, passando pelo Largo da Severa (um ponto a favor dos que defendem as origens árabes do fado!). Muito giro, mas sem grandes comentários, porque andei mais distraída a tirar fotos do que a ouvir a professora especialista no assunto. Ficam alguns pormenores de Lisboa, muçulmana ou não, mas sempre menina e moça... :-)






30 julho 2007

Despedida de Malta

Só mais uma foto, para a despedida de Malta: cúpulas de igrejas e pedras megalíticas ficam como imagem de marca. E, já agora, um conselho literário: "A Deusa Sentada", da jornalista Helena Marques, livro que descobri em arrumações e que foi (ainda está a ser...) uma boa surpresa, com muitas descrições de Malta à mistura.


15 julho 2007

Ilha de Malta II

Voltando à Ilha de Malta, os Templos de Hagar Qim e Mnajdra (3600 a 3000 A.C.) são visita obrigatória. É pena que seja difícil chegar lá (aliás, a sinalização em Malta deve ter origens latinas…), é pena que as explicações sejam poucas ou nenhumas, é pena que não haja uma única sombra debaixo de um sol abrasador. Segundo o próprio guia (Lonely Planet, sempre!), Malta ainda não percebeu que, em vez de andar a discutir se deve ou não investir em campos de golfe (viram o tipo de paisagem nas fotos, não viram?) para atrair um certo tipo de turismo, devia era estar a investir nos monumentos históricos, que são, de facto, a grande atracção turística. Mas do mal o menos, vejam abaixo as explicações sobre as “fat ladies”. Os originais, em exposição no Museu de Arqueologia em La Valletta, são uma autêntica delícia e fazem pensar a que propósito se instalou a mania das magrezas na sociedade actual. Isto sem querer fazer a apologia da obesidade! Até porque sempre ouvi dizer que no meio é que está a virtude…
Ainda na costa, vale a pena parar para almoçar na vila de pescadores de nome Marsaxlokk. Já não é uma vila de pescadores típica, até porque se tornou ponto de paragem de autocarros com hordas de turistas, mas a baía é bonita e os barcos típicos em tons de azul, vermelho e amarelo dão umas boas fotos. E, a título de curiosidade, foi palco do último acto no teatro da Guerra Fria: foi num barco ancorado nesta baía que se deu o famoso encontro entre Mikhail Gorbachev e George Bush (pai) em 1989!
Já no interior, envolta em muralhas e com uma vista deslumbrante sobre grande parte da ilha, está Mdina, a antiga capital do país. Com origem numa fortificação fenícia, foi capital até à chegada dos Cavaleiros da Ordem de Malta. E, ao que parece, manteve-se como último reduto da aristocracia maltesa, desavinda com os novos “donos” das ilhas. Como tal, palácios não faltam numa cidade tipo Óbidos que está um mimo de conservação. E que é conhecida como a “cidade do silêncio”, dada a proibição da circulação automóvel. Que é relativa, claro…


As "fat ladies" de Hagar Qim

Os barcos típicos em Marsaxlokk

Vista desde Mdina

Palácios e igrejas em Mdina

E também sinais de vida em Mdina

08 julho 2007

Pormenores de Malta

Uma caixa de correio

Cores vivas a quebrar a monotonia dos tons ocre

Uma varanda diferente